Celso Ramos – 1961 a 1966
Vice: Francisco Xavier Fontana

Nascido em 18 de dezembro de 1897, em Lages, Celso de Oliveira Ramos fez o curso fundamental em sua cidade natal e o médio no Colégio Catarinense, em Florianópolis.

Filho de Vidal José de oliveira Ramos – que governou o estado por duas vezes, – e Tereza Fiúza Ramos, foi estudar Engenharia de Minas em Minas Gerais, na cidade de Ouro Preto, abandonando o curso no 3ºano por razões de saúde. Voltando a residir em Lages, passou a dedicar-se à pecuária em sua fazenda na Coxilha Rica.

Em abril de 1922 casou-se, na Capital, com Edith Gama Ramos, filha do desembargador Ayres de Albuquerque Gama e Augusta Muller Gama, com a qual teve seis filhos: Doris, Celso, Newton, Thereza, Wilma e Maria Helena.

No final de 1938 transferiu sua residência para Florianópolis, onde passou a atuar na indústria no comércio. Nesta época, foi nomeado agente da Companhia de Navegação Costeira, na Capital, cargo em que se aposentou mais tarde.

Foi o fundador da FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) e seu primeiro presidente, sendo reeleito por três períodos consecutivos. Criou ainda, a Fundação Vidal Ramos, mantenedora da Faculdade de Serviço Social, e a Faculdade de Educação.

A morte em acidente de avião, em 16 de junho de 1958, do irmão, Nereu Ramos, ex-governador e Interventor de Santa Catarina, Deputado Federal, Senador, Ministro da justiça e Presidente da República, foi decisiva para o início da carreira política de Celso Ramos. As eleições para o Senado já estavam marcadas e Nereu inclusive viajava para a Capital Federal, então Rio de Janeiro, depois de participar de uma convenção do PSD estadual.

O acidente obrigou a revisar as candidaturas existentes. Celso, que era o presidente estadual do PSD, ficou então com a obrigação moral de substituir Nereu para manter viva a legenda do partido.

Faltando apenas alguns meses para o pleito, ele decidiu-se por postular o voto pessoal na tentativa de bater o forte candidato da UDN ao Senado, Irineu Bornhausen. Pela primeira vez na história política catarinense, um candidato usou o rádio, na época, o meio de comunicação mais atual, como forma efetiva de propaganda.

Acabou derrotado pelo experiente Irineu Bornhausen, mas por uma pequena margem de votos para quem estreava em disputas eleitorais.

Em 31 de fevereiro de 1961, Celso Ramos toma posse como Governador do Estado de Santa Catarina, e em março, um mês depois de sua posse, abre as portas do Palácio Rosado para uma reunião histórica. Sentaram-se em torno da mesma mesa o presidente Jânio Quadros e os governadores da região sul do Brasil, Leonel Brizola, do Rio Grande do Sul, e Ney Braga, do Paraná.

Infelizmente, os acordos costurados no encontro acabaram não se concretizando. No dia 25 de agosto do mesmo ano, quando os três governadores teriam uma reunião em Porto Alegre com o presidente, para avaliar o encontro de março, Jânio Quadro renunciou.

Como governador, de 1961 a 1966, inaugurou toda a estrutura que faltava ao desenvolvimento catarinense: um banco estadual (BESC), uma universidade (UDESC), uma concessionaria de energia (CELESC) e um fundo de desenvolvimento (FUNDEC).

No período, ainda foram pavimentados 551 quilômetros de estradas, o dobro dos 339 que havia quando assumira.

Em seu governo, foram construídas milhares de escolas e dezenas de ginásios. Foi criada a ERUSC (Empresa de Eletrificação Rural de Santa Catarina) e a Secretaria dos Negócios do Oeste para abafar o clima de descontentamento que crescia na região até então praticamente ignorada pelo governo.

Carreira Política

  • Governador de Santa Catarina no período de 1961 até 1966.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE, Governadores de Santa Catarina 1739/1993, Florianópolis, Editora DC, 1993. p.85-87.