Esperidião Amin Helou Filho – 1999 a 2002
Vice: Paulo Roberto Bauer

Descendente de libaneses pelo pai, Esperidião Amin Helou, e de italianos pela mãe, Elza Marini, Esperidião Amin Helou Filho nasceu em 21 de dezembro de 1947, em Florianópolis. Irmão de Teresa, Elaine e Elisabeth. Casado com Angela Amin, companheira também na vida pública, é pai de João Antônio, Maria e Joana.

Escolarizou-se com padres jesuítas e concluiu o ensino médio na cidade de São Paulo. Em 1969, com 22 anos de idade, formou-se em Administração pela Escola Superior da Administração e Gerência (ESAG) da universidade estadual catarinense (UDESC). É quando ingressa no serviço público, trabalhando na secretaria estadual de educação e cultura. No ano seguinte (1970), graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Esperidião Amin sempre foi servidor público. Prefeito da capital desde quando tinha 27 anos de idade (1975/1978), é eleito Deputado Federal em 1978, assume o comando da Secretaria Estadual dos Transportes em 1979 e se elege Governador de Santa Catarina aos 34 (1983/1986). Novamente Prefeito de Florianópolis em 1990, Esperidião exerce mandato de Senador de 1991 a 1998, é presidente nacional do Partido Progressista Reformador e candidato a Presidente da República em 1994. Torcedor entusiasmado do Avaí Futebol Clube e participante ativo da vida comunitária local, volta a governar o estado de 1999 a 2002.

Durante seu governo, Amin procurou atrair empresas para o estado através do oferecimento de redução de impostos estaduais. Garantiu assim a construção de uma fábrica ligada à siderúrgica francesa Usinor, que foi instalada no município de São Francisco do Sul. No entanto, em meio às disputas comuns no período entre diversas unidades da Federação pela atração de investimentos externos – que ficaram conhecidas como “guerra fiscal” entre os estados –, procurou manter-se relativamente afastado de enfrentamentos com outros colegas. Procurou inclusive participar de diversas negociações conjuntas dos governadores com a administração federal, alimentando a imagem de líder concertacionista.

Na área de segurança, investiu na instalação de câmeras eletrônicas no espaço público, buscou a integração das polícias, apoiou o policiamento comunitário e criou o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Apesar disso, as taxas de criminalidade aumentaram durante sua gestão.

A crise econômica na vizinha Argentina entre 2001 e 2002 afetou a economia de Santa Catarina, que era o principal receptor de turistas argentinos no Brasil e um importante parceiro daquele país em negócios agrícolas. No turismo, o governo do estado procurou compensar as perdas voltando-se para a recepção de turistas brasileiros. Quanto ao agronegócio, realizou investimentos no setor, conseguindo manter o estado como a única unidade da Federação livre da febre aftosa (doença viral que afeta diversas espécies de animais, e que naquele período se espalhou pelo país).

Carreira Política

  • Governador de Santa Catarina no período de 01 de janeiro de 1999 até 01 de janeiro de 2002.
  • Senador por Santa Catarina no período de 01 de fevereiro de 1991 até 01 de fevereiro de 1998.
  • Prefeito de Florianópolis no período de 01 de janeiro de 1989 até 01 de abril de 1990.
  • Governador de Santa Catarina no período de 1983 até 1986.
  • Secretario Estadual dos Transportes em 1979.
  • Deputado Federal em 1978.
  • Prefeito de Florianópolis no período de 01 de janeiro de 1975 até 01 de janeiro de 1978.

Fonte: http://www.esperidiaoamin.net.br e http://www.fgv.br em 16 de agosto de 2016.