Medalha de Mérito “Anita Garibaldi”

Histórico

A Medalha do Mérito Anita Garibaldi foi criada originalmente pelo Decreto SEA nº 110, de 04 de abril de 1972, o qual sofreu diversas alterações posteriores.

Atualmente, a concessão da Medalha do Mérito Anita Garibaldi é regida pelo Decreto nº 2.263, de 24 de junho de 2014.

A honraria é concedida a pessoas físicas ou jurídicas, nacionais e estrangeiras, que, no campo de suas atividades, se hajam distinguido de forma notável ou relevante e tenham contribuído direta ou indiretamente para o engrandecimento do Estado.

A entrega da Medalha do Mérito Anita Garibaldi será feita em solenidade pública, no dia 25 de novembro de cada ano, dia de Santa Catarina de Alexandria ou, excepcionalmente, em outra data estabelecida pelo Chefe do Poder Executivo.

Descrição Heráldica

A Medalha de que trata este Decreto, pendente de fita de gorgorão de seda chamalotada em fundo branco, com 6 (seis) listras verticais em vermelho, centrando uma lista verdemar do mesmo sentido e largura, será de forma circular, com diametro de 35 mm (trinta e cinco milímetros), contendo em seu anverso, gravada em relevo, entre palmas, a efígie de Anita Garibaldi, segundo o modelo da estátua existente na praça de mesmo nome, no Município de Laguna, tendo por base o nominativo ANITA GARIBALDI; no verso, a inscrição, circulando a expressão BENEMERENTIUM PRAEMIUM.

 

Personagem

Nascida na cidade catarinense de Laguna, em 30 de agosto de 1821, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi teve uma origem familiar humilde combinada com uma boa educação. Seguindo os padrões da época, casou-se bastante jovem, aos 15 anos, com Manuel Duarte de Aguiar. No ano de 1837, já com o desenvolvimento da Revolução Farroupilha, ela teve a oportunidade e conhecer Giuseppe Garibaldi, um dos principais líderes do movimento que conquistara sua cidade natal.

Logo se mostrando apaixonada por Giuseppe, Ana Maria resolveu abandonar o seu infeliz matrimônio para que ao lado do revolucionário italiano marcasse a História com o nome de Anita Garibaldi. No tempo em que Laguna se transformou em sede do governo da República Juliana, que tomou Santa Catariana, Anita aprendeu a manusear espadas e armas de fogo. Em pouco tempo, a paixão pelo companheiro e os riscos da guerra se tornaram situações comuns à sua peculiar rotina.

Durante a Batalha de Curitibanos, Anita foi capturada pelas tropas que representavam o Império Brasileiro. Presa e grávida do seu primeiro filho, ela foi enganosamente informada que Garibaldi havia falecido nos campos de batalha. Inconformada e duvidosa sobre a informação, ela pediu aos oficias que a deixem procurar o marido entre os corpos. Nesse instante, desconfiando do que lhe fora dito, ela saltou em um cavalo e fugiu dos oficiais que a vigiavam.

Após atravessar um rio e passar alguns dias sem alimento, ela buscou refúgio entre alguns revolucionários. Poucos dias depois, Anita e Giuseppe se encontraram na cidade de Vacaria. Já em 1841, o casal seguiu para a cidade de Montevidéu, para apoiar outra revolta contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera. Após a participação nos conflitos, Anita foi enviada para a Itália, em 1847, para realizar os preparativos que receberiam o marido e uma tropa de mil homens que participariam das guerras de unificação da Itália.

Nesse novo conflito, o casal chegou até acidade de Roma, que havia sido posta como a capital da nova República Romana. Apesar da conquista, tiveram que enfrentar a opulência das forças franco-austríacas, e bateram em retirada nas ofensivas que marcaram a Batalha de Gianicolo. Acompanhados por, aproximadamente, quatro mil soldados, o casal de revolucionários ainda teve de suportar a pressão de outros exércitos contrários ao processo de unificação. Quando atingiram a cidade de San Marino, a embaixada norte-americana ofereceu um salvo conduto que poderia tirar o casal daquela penosa situação de risco. Não aceitando o convite, por temer a desarticulação do processo de unificação, Anita e Giuseppe continuaram a sua fuga. A essa altura, esgotada pela quinta gravidez, a valente revolucionária ficou abatida ao enfrentar uma grave crise de febre tifoide. Não resistindo, Anita faleceu nas proximidades de Ravenna, em 4 de agosto de 1849. Ferozmente perseguido pelos soldados austríacos, Garibaldi não teve sequer a oportunidade de acompanhar os cortejos fúnebres da esposa. Partindo para o exílio, o revolucionário italiano ficou dez anos fora da Itália. Somente em 1932, o corpo de Anita Garibaldi foi definitivamente transferido para a colina de Janiculo, localizada na porção ocidental da cidade de Roma.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anita_Garibaldi

A Comissão

Os atos de concessão da Medalha serão administrados por um Conselho, composto pelos seguintes membros:
I – Governador do Estado, na qualidade de Presidente;
II – Vice-Governador do Estado;
III – Secretário de Estado da Administração;
IV – Secretário de Estado da Casa Civil;
V – Secretário de Estado da Educação;
VI – Presidente da Fundação Catarinense de Cultura; e
VII – Secretário Executivo da Casa Militar.