Medalha de Mérito Funcional “Alice Guilhon Gonzaga Petrelli”

Histórico

Criada pelo Decreto nº 333, de 29 de junho de 1999 e alterada pelo Decreto nº 2.733, de 03 de agosto de 2001, regularizada pela Instrução Normativa nº 04/SEA/DIRH de 06 de agosto de 2001, será destinada a homenagear servidores públicos que se destacam pelo zelo, dedicação e presteza na sua área de atuação e das causas de interesse público.

A Medalha do Mérito Funcional Alice Guilhon Gonzaga Petrelli será outorgada, junto com seu respectivo diploma, por ocasião das comemorações do Dia do Servidor Público, no dia 28 de outubro de cada ano, a servidores da Administração Direta, Autarquias e Fundações do Estado, cujas ações meritórias tenham ultrapassado a atuação tradicional de seus deveres funcionais.

Descrição Heráldica

A referida medalha é pendente de fita de gorgorão de seda chamalotada, com listras verticais em vermelho, branco e verde, nos mesmos tons da bandeira catarinense. De forma circular, com 50 milímetros de diâmetro, contém em seu anverso, gravado em relevo, o desenho estilizado de uma Laelia Purpurata – flor símbolo de Santa Catarina. Circulando o desenho, está o nominativo Medalha do Mérito Funcional Alice Guilhon Gonzaga Petrelli. No verso, lê-se a inscrição: Laelia Purpurata – Flor Símbolo de Santa Catarina.

 

Personagem

Alice Guilhon Gonzaga Petrelli nasceu em Florianópolis, no dia 17 de junho de 1899, filha do desembargador Sálvio de Sá Gonzaga e Dona Maria da Glória Guilhon Gonzaga, ambos de tradicionais famílias de bacharéis de Pernambuco (Gonzaga) e do Maranhão (Gonzaga). Aos 18 anos, Alice exerceu sua primeira função, como professora em Lages, no ano de 1928, aos 29 anos, Alice foi nomeada escriturária da então Secretaria da Fazenda, Viação, Obras Públicas e Agricultura, tornando-se primera funcionária pública do Governo do Estado de Santa Catarina. Nesta repartição, conheceu o engenheiro italiano Leonardo Petrelli – que trabalhou na construção da ferrovia Blumenau – Rio do Sul e em outras obras importantes como a construção dos portos de Laguna e Itajaí – com quem se casou em 1933, Em 1935, nasceu seu único filho, Mário José Gonzaga Petrelli.

No ano de 1956 faleceu o esposo Leonardo, após 23 anos de casamento. Sempre pautando suas ações pela lisura, competência e pelo compromisso com a comunidade, Alice apoiou a criação da Casa do Estudante Universitário – CEU. Localizada no ex-casarão de seus pais na Rua Estaves Júnior, em Florianópolis, a CEU iniciou suas atividades em 1960, com o objetivo de amparar e facilitar a vida de estudante do interior que vinha estudar na capital sem ter recursos para moradia. No ano de 1989, foi celebrada uma missa de ação de graças pelos seus 90 anos de idade, na Capela do Espírito Santo. Alice Guilhon Gonzaga Petrelli faleceu em 07 de outubro de 1990, com a idade de 91 anos.

Nesta data, Santa Catarina perdia uma impressionante e carismática figura humana, cujas virtudes, talentos, valores, idéias e convicções contribuíram para irradiar dinamismo e positividade para diversas gerações de famílias catarinenses.

A Comissão

É nomeada anualmente através de ato do Governador conforme Instrução Normativa 04/SEA de 06 de agosto de 2001, item 1.4 com finalidade de definir critérios para seleção, investigar a relevância e veracidade das ações relatadas, coordenar o processo seletivo, organizar a solenidade de premiação, bem como dirimir eventuais dúvidas.